Instagram remove gifs do app por conteúdo racista

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por Emerson Morais

Sócio-fundador e Head de Novos Negócios do Grupo Starten. Atua há mais de 20 anos na estruturação de marcas, posicionamento estratégico, automação comercial e crescimento previsível orientado por dados. Publicitário e jornalista, atua como consultor estratégico e mentor de negócios para empresas e líderes que tratam comunicação como decisão de negócio.

O Instagram e o Snapchat removeram a função de adicionar GIFs a posts no último final de semana. A mudança foi percebida por usuários e nenhum dos dois apps se pronunciou oficialmente sobre o caso. De acordo com o site TechCruch, a remoção ocorreu após a descoberta de um GIF racista que aparece ao fazer a busca por “Crime”. A imagem simulava um contador de mortes de negros, rodado por um macaco sob comando de um homem branco, que dizia para o animal continuar o trabalho porque os valores só estavam a aumentar.

O Snapchat foi o primeiro a remover o recurso e, segundo o TechCrunch, um representante do aplicativo informou que a função, adicionada recentemente, foi suspensa até que a equipe do Giphy – serviço que fornece os GIFs para as duas plataformas – cuide da situação. O Giphy permite que usuários adicionem imagens animadas em seu catálogo, mas seu termo de serviços informa que não são permitidos posts com itens abusivos, obscenos, ofensivos ou vulgares.

De acordo com a declaração de um representante do Giphy ao site Engadget, o conteúdo racista foi incluído devido a um problema no filtro de moderação de conteúdo, mas já foi removido do banco de dados. Além disso, a equipe estaria revisando cada imagem manualmente e o trabalho deve ser concluído em breve. “Nós corrigimos o erro e remoderamos todos os GIFs em nossa biblioteca. Nós assumimos a responsabilidade total por esses eventos recentes e, sinceramente, pedimos desculpas a quem se sentiu ofendido”, informou.

 

 

Outros casos de racismo

Esta não é a primeira vez que o Snapchat é acusado de racismo por seus usuários. O aplicativo já criou filtros com o rosto do cantor Bob Marley, o que foi considerado prática de “blackface digital” – termo que refere-se à caracterização de personagens do teatro com estereótipos racistas. Outro efeito desenvolvido pela empresa, que simulava um rosto oriental de forma um mangá, também não foi bem recebido pelo público. Além disso, alguns filtros já foram criticados por tornarem a pele mais clara e afinarem as feições dos usuários.

Apesar de o Giphy ter confirmado a remoção do adesivo de cunho racista, o recurso de imagens animadas ainda não retornou ao Instagram e ao Snapchat.

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